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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Eric Gale and friends-Negril

RARIDADE...MUITO BOM!!!
UMA MISTURA DE jAZZ,SOUL E REGGAE

Eric Gale - guitar (1938 - 1994)
Gale, whose parents were from Barbados, was an established jazz and rhythm and blues musician who worked with Grover Washington Jr, Roberta Flack and Aretha Franklin. In the late 1960s, he was one of several top-notch American musicians brought to Jamaica by singer Johnny Nash to record with Nash, The Wailers and Byron Lee.
For Negril, Gale used some of Jamaica's best session men, including saxophonist Cedric Brooks, Wailers bass player Aston 'Family Man' Barrett, pianist Keith Sterling, organist Leslie Butler and percussionist Uzziah 'Sticky' Thompson.Richard Tee, the respected American pianist, worked on one track, while Peter Tosh played rhythm guitar on I Shot the Sheriff.
Johnston remembers Gale making frequent trips to Negril to soak up the town's rustic vibe.
"It was the days of candlelight, battery radios and thatch roof houses," said laughing. "Musicians loved going there."
Gale cut eight songs for Negril. The title track, East Side West Side, Rasta andNegril Sea Sunset gained respectable airplay from Radio Jamaica and the Jamaica Broadcasting Corporation.


and wiki says:
Negril is an instrumental album originally released in 1975 from a session produced,
arranged and mostly composed by Eric Gale, and including some of Jamaica's best-known musicians.
It bears the name of an impoverished Jamaican seaside village which, in 1975,
was yet to become a popular tourist destination and had unsophisticated accommodations,
but a splendid beach and natural beauty
which inspired Gale to memorialize it.
Negril was recorded at the Harry J Studio in Kingston, Jamaica. It was originally released
in Jamaica by Micron Music Ltd. and in England by Klik Records (KLP9005).
In 2003 it was issued as a CD by Roving Spirits (Japan).
The CD is now out of print and, because it is not available for legal digital download,
sellers demand high prices for used copies.
Download links to apparently illegal digital copies of Negril are found at various web sites.



Eric Gale - lead guitar, producer,arranger
Aston Barrett - bass guitar
Leslie Butler - organ, synthesizer
Cedric Brooks - saxophone, percussion
Paul Douglas - drums
Val Douglas - bass guitar
Joe Higgs - percussion
Sparrow Martin - drums
Keith Sterling - piano
Richard Tee - piano
Uziah Thompson - percussion
Peter Tosh - rhythm guitar, lead guitar
Michael Johnston - executive producer
Sylvan Morris - recording engineer
Buddy Davidson - mixing engineer
Trevor Campbell - art and cover design
Recorded at Harry J. Studio, Kingston
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sábado, 23 de abril de 2011

Deodato - Skyscrapers - 1973

Deodato - Skyscrapers - 1973



Nascido no Rio de Janeiro em 22/06/1943, começou a aprender piano muito cedo, e já na metade dos anos 50 tocava em festas e bailes cariocas. Mais para o fim da década se juntou ao pessoal da Bossa Nova, em 1959 atuando como músico de apoio em shows ao lado de Roberto Menescal e Durval Ferreira. Como tinha uma enorme facilidade em escrever e ler música, além de ser um virtuose das teclas, no começo dos anos 60 se destaca como arranjador, sendo requisitado para trabalhar com muitos artistas. O ano de 1964 foi muito produtivo e especial para Eumir; Lançou seu primeiro disco solo, e como se não bastasse, vieram vários outros discos próprios no mesmo ano, algo realmente incrível. São eles: “Impulso”, “Inútil Paisagem”, “Samba Nova Concepção”, “Idéias”, “Tremendão” e “Lounge”.

O fato de ter se mudado para os Estados Unidos muito cedo, fez com que Deodato se tornasse pouco conhecido no Brasil, por outro lado ficou muito conhecido no exterior. Me lembro perfeitamente de perguntar sobre Tom Jobim em algumas lojas de discos nos EUA e o atendente desconhecer o artista, logo em seguida, perguntando sobre Deodato lá estava o atendente com toda coleção na mão; Ah, Deodato tenho muita coisa aqui...

Foi então em 1967, incentivado por Menescal e Luis Bonfá, que Eumir partiu para os Estados Unidos sem data para voltar, todos acreditavam que ele se daria bem lá em virtude de seu grande talento como pianista e arranjador.
E não deu outra, no final dos anos 60, consagrou-se como arranjador de muitos trabalhos de artistas já estabelecidos, tais como Tom Jobim, Frank Sinatra, Astrud Gilberto, Aretha Franklin, Tony Bennett, Walter Wanderlei, entre outros, inclusive o próprio Luis Bonfá que acolheu Deodato em sua casa logo que este se mudou.
Foram então quase 7 anos sem lançar disco próprio, apenas trabalhando em discos de tudo que é artista. Porém o sucesso como compositor estaria por chegar a Eumir.
Em 1972, afim de concretizar de vez sua carreira solo, Deodato lança o disco “Prelude”, e foi a partir daí que ele se tornou também um compositor conceituado. A primeira faixa é uma adaptação para a música de Richard Strauss, “Also Sprach Zarathustra”, que acabou sendo usada de trilha para o famoso filme de Stanley Kubrick, 2001-Uma Odisséia no Espaço.

Assim como acontece com quase todos os compositores que ficam em atividade por muitas décadas, e com Eumir não foi diferente, nos anos 70 com o crescimento da música negra primeiramente nos EUA e depois chegando ao cenário mundial, ele acabou se adaptando, e dedicou esta década a lançar discos de Funk. Se você for analisar os discos do maestro soberano Antonio Carlos Jobim, que muito trabalhou com Eumir na Bossa Nova e no Jazz, verá que ele não tomou o mesmo caminho, mas isso deixamos para discutir outra hora...
A década de 70 presenciou então excelentes discos de Deodato; “Deodato 2”, “Skyscrapers”, “Whirlwinds”, “First Cuckoo”, “Very Together”, “Love Island” e “Knights of Fantasy”, sem falar nos clássicos “Night Cruiser” e “Happy hour”, já no começo dos anos 80. A partir daí vocês já sabem né ?

Pois é meus amigos, Eumir Deodato é um verdadeiro Cavalo musical, o cara fez de tudo na vida, foi jurado do Festival internacional da canção no final dos anos 60, foi contratado pela CTI nos anos 70, trabalhou em diversas trilhas dos filmes de Hollywood, dedicou-se muito a conduzir orquestras, fazendo arranjos e composições, em 73 apareceu definitivamente como artista solo apresentando-se no Hollywood Bowl com a “CTI All Stars Band” formando depois
sua banda e tocando também no Madison Square Garden em NY.
No final dos anos 70, com a febre da “DISCO MUSIC” tomando conta do mundo, Eumir foi chamado para produzir uma banda americana chamada “Kool and the Gang”, uma experiência realmente muito importante em sua carreira, afinal foram 3 ou 4 discos de muita vendagem, culminando com o sucesso estrondoso de “Celebration” em 1980, que atingiu alto nível de vendagem. Outras músicas que ficaram muito conhecidas também foram “Ladies Night” e “Get Down on it”, todas com Deodato também nos teclados, e ele ainda acabou sendo solicitado para produzir também bandas do mesmo naipe na época como a “Earth, Wind & Fire”.
Nota-se claramente a influência da “Disco” em Deodato em seu disco “Happy Hour” de 1982.
E para quem quiser ver ele atuando como tecladista, basta ver o clipe de “Celebration”, é muito engraçado, tem 15 negros no palco e um branco, lá atrás, escondido atrás do teclado.....é ele.

O disco que estou postando, é o “Skyscrapers” de 1973 (quase), que na minha desprezível opinião é o melhor disco juntamente com o “Night Cruiser” de 1980, além do “Donato/Deodato”, em parceria com João Donato, que dispensa comentários.
Trata-se de um disco com uma influência mais Latina, onde predomina sempre uma base de piano. A melodia se dá com o órgão solando quase sempre monofonicamente, ou com algum instrumento de sopro. A percussão e as congas são bem destacadas além do baixo, da guitarra e da bateria tocando na elegância sem incomodar ninguém.
A maioria das composições são de Eumir. Tem dois temas dos irmãos Valle, um tema de Pacifico Mascarenhas, e a famosa “Atire a primeira pedra” (The First Stone) do velho Ataulfo Alves e Mário Lago, canção para a qual eu dou destaque nesse disco juntamente com a faixa 2 “Rudy’s” do próprio Eumir. Vale lembrar que Deodato veio até o Brasil para gravá-lo e aqui ele saiu inteiro em português como “Eumir Deodato e Os Catedráticos 73”, banda que o acompanhara por alguns anos.
O time montado para a gravação do álbum foi:
Deodato – Piano e Órgão
Ivan Conti “Mamão” – Bateria
Sergio Barroso – Baixo
Durval Ferreira – Guitarra
Zé Menezes – Guitarra
Bebeto – Congas
Helcio Milito – Percussão
Orlandivo – Percussão
Marvin Stamm – Trompete
John Frosk – Trompete
Wayne Andre – Trombone
Phil Bodner – Sax Tenor e Flauta
Romeu Penque – Flauta


DOWNLOAD- midiafire


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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Night Walks

Night Walks (2010) – Hidden Orchestra


1.Antiphon
2.Footsteps
3.Dust
4.Tired And Awake
5.The Windfall
6.Out Of Nowhere
7.Wandering
8.Stammer
9.Strange
10.Undergrowth

Para quem curte um som bem viajado, taí a Hidden Orchestra. À primeira vista, me lembra um pouco de Tortoise, Fóssil. É uma misturera de música clássica, jazz, rock, hip hop, música eletrônica; é aquele tipo de som que contém muita informação, de ouvir com calma. São duas bateras, violino, baixo, sintetizadores e as vezes aparece umas flautas também. Os ouvidos, novamente, agradecem!


Download: Clique Aqui





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terça-feira, 12 de abril de 2011

Cabruêra - Visagem (2010)

Cabruêra - Visagem (2010)



"Formado na Paraíba em 1998, e cuja principal característica é misturar influências do cancioneiro popular nordestino com diversas tendências musicais. O grupo está a 11 anos na estrada tocando para platéias dos mais diferentes idiomas, com passagens por importantes festivais no Brasil e na Europa."


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sexta-feira, 25 de março de 2011

James Corbett

A arte da escultura em peças de carro

A impressionante arte da escultura com peças de carros de James Corbett tem sido avaliada em milhões de euros. Suas obras são feitas a partir de radiadores, velas, escapamentos e outras peças automotivas.

Descoberta da veia artística
A habilidade artística de Corbett foi descoberta por acaso. O artista trabalhava em um estaleiro de demolição quando um amigo lhe mostrou um troféu feito de sucata, que havia ganhado em um corrida de carros. Corbett olhou a peça e pensou que poderia fazer melhor. E assim iniciou sua carreira.


O processo criativo

O trabalho artístico de James Corbett começa pela procura das partes certas para a escultura que pretende criar. Depois de encontrada, cada peça é cuidadosamente limpa e só então é soldada, dando vida ao amontoado de “lixo”.

Um detalhe que chama a atenção nas esculturas de Corbett é que as peças utilizadas pelo artista não são alteradas. A integridade original de cada delas é mantida, algumas têm mais de oitenta anos.





O reconhecimento

A primeira obra criada por James Corbett foi um carrinho off-road, esporte que artista praticou. Foi um sucesso entre os amigos e clientes, o que estimulou o escultor. Daí para frente surgiram outros carros, motos, cachorros, pássaros e outros animais. Era a conta de fazer e vender.

Atualmente pode-se encontrar obras do escultor em vários países, como Austrália, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Nova Zelândia e Suíça.

Entre os vários convites recebidos pelo artista, pode-se destacar as obras feitas para o "Brisbane International Motor Show"; o troféu "da concessão do Século", realizado pelo "Unique Cars", concedido ao Modelo T da Ford, que hoje se encontra na sede da empresa, em Melbourne; e, vários obras para anúncios da Toyota Peças e Serviços.




Carros e motos criados por James Corbett


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Os animais produzidos pelo artista



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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Camafeu de Oxossi

1980 - Berimbau




Solista de berimbau, cantor. Ápio Patrocínio da Conceição, andarilho do Pelourinho, é um homem de sorte. Tanto no jogo, quanto no amor, daí o nome Camafeu. Ele nasceu no dia 04 de outubro de 1915, no bairro do Gravatá, em Salvador, e se criou no Pelourinho. Filho de Faustino José do Patrocínio e Maria Firmina da Conceição. Seu pai era mestre-pedreiro, descendente de africano. Conviveu com ele até os sete anos. Sua mãe veio de Camamu, era negociante de tabuleiro. Negociava frutas, doces, acarajé, tudo na Baixa dos Sapateiros. Sua mãe teve 16 filhos. Ele, Raimundo e João, cada um de um pai. Como ficou órfão de pai aos sete anos, seu padrasto dava mais atenção ao Raimundo. Não suportando aquilo, resolveu sair de casa. De menino de rua que passou fome e perdeu toda a família, estudou na Escola de Aprendiz de Artífice, trabalhando na fundição, vendeu cordão de sapato (cadarço) na porta do Elevador Lacerda. Dali passou para o passeio do Mercado Modelo como engraxate, além de vender os jornais de modinha nas feiras de Água de Meninos, Dois de Julho e Sete Portas. Saiu de lá para ser marítimo e foi parar na Estiva - Companhia Docas da Bahia até se tornar proprietário da famosa barraca de São Jorge, no velho Mercado Modelo, e de um restaurante de fama internacional.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJxA2ByqZgvd3rpNaLERfT29BB9nPRnOrpBD0-1UjuZ1v56liyt2fF0nfu2MkpdUeOPxRmz3jcwwdR3jWWEi38GzQafsNB-bHZavk4w7Ye9Va4Ra18C43XDF6ZRZ5y-vgygy0FcDuswnBQ/s1600/Camafeu+e+JAmado2.jpgA música entrou em sua vida desde garoto. Foi criado na roda de samba, tocando berimbau, ensinando aos turistas como tocar o instrumento. Era um homem de muitas palavras, casos e lendas para contar. Chegou a ser diretor das escolas de samba Só Falta Você, Deixa Pra Lá, Gato Preto, onde aproveitava para cantar seus sambas. No Mercado Modelo ele começou a cantar música de capoeira e ijexá, tocando berimbau e atraindo a clientela. A partir daí começou a fazer sucesso. Na sua Barraca São Jorge, aberto em riso, cercado de objetos rituais de obis e orobôs, ele ensinava os mistérios da Bahia. Na década de 60, a Universidade Federal da Bahia criou o curso de língua ioruba e Camafeu foi um dos primeiros alunos. Foi convidado para ir à África, representando a Bahia no Primeiro Festival de Arte Negra do Senegal, junto com Pastinha e outras pessoas. Lá ele cantou em iorubá para Oxum e para Oxómi. Sobrinho de Mãe Aninha e filho-de-santo de Mãe Senhora, o obá de Xangó do terreiro Axé Opô Afonjá esbanjou alegria. Figura baiana conhecida em todo o Brasil, personagens de muitos livros de Jorge Amado (Tereza Batista, Dona Flor, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, entre outros) de quem era amigo particular. Seu nome está presente em dezenas de músicas: aquela que diz “Camafeu, cadê Maria de São Pedro”, gravada por Martinho da Vila, outra gravada por Maria Alcina e também o conjunto Os Originais do Samba gravou um samba em sua homenagem.

Tocador de berimbau, batuqueiro, ex-presidente dos Filhos de Gandhi, Camafeu de Oxossi gravou dois discos, um deles Berimbau da Bahia com os cantos de capoeira mais belos, alguns velhos do tempo da escravidão ou da Guerra do Paraguai: “Volta do mundo, ê!/volta do mungo, ah!/ Eu estava lá em casa/sem pensá, sem maginá/e viero me buscá/para ajudar a vencê/a guerra do Paraguá/camarado ê/camaradinho/camarado...”. Esses cantos estão cheios de lembranças da vida dos escravos: “No tempo em que eu tinha dinheiro, camarado ê, comia na mesa com ioiô, deitava na cama com iaiá... Depois que dinheiro acabou, mulher que chega prá lá, camarado. camaradinho ê....”. Contam da guerra, da escravidão, das lutas dos negros. Outros são improvisados no repente da brincadeira e, repetidos, permanecem e se tornam clássicos: “Bahia, minha Bahia,/Bahia do Salvador,/Quem não conhece capoeira/Não lhe pode dar valor//Todos podem aprender/General e até doutor”. Com o tempo, a voz rouca não cantava mais, porém se emprestava a histórias e nomes com quem conviveu numa cidade que não existe mais.

“No mercado, em meio a seus orixás, aos colares e às figas, queimando o incenso purificador, rindo sua gargalhada, saudando São Jorge. Oxóssi, rei de Ketu, o grande caçador. Camafeu comanda a música, o canto e a dança. Um baiano dos mais autênticos, um dos guardiães da cultura popular. Homem que possui o saber do povo, um desses que preservam o passado e constróem o futuro”, segundo Jorge Amado no livro Bahia de Todos os Santos. E diz mais: “Compositor, mestre solista de berimbau, obá de Xangô, Osi Obá Aresá, filho de Oxóssi, preferido de Senhora, amigo de Menininha e de Olga de Alaketu, o riso cortando o rosto, dono da amizade. Em sua barraca, em prosa sem compromisso, numa conversa largada como só na Bahia ainda existe, sem horário e sem obrigações temáticas, podem ser vistos o pescador, a filha-de-santo, o pintor Carybé, o passista de afoxé, o Governador do Estado, o compositor Caymmi, a turista loira e esnobe, a mulata mais sestrosa e Pierre Verger, carregado de saber e de mistério. A barraca de Camafeu é ponto de reunião, é mesa de debates, é conservatório de música. Na cidade do Salvador a cultura nasce, se forma e se afirma em bem estranhos lugares, como por exemplo, uma barraca do mercado (...) lá se vai Camafeu pelos caminhos da Bahia, invencível com seu santo guerreiro. Vir à Bahia e não ver Camafeu é perder o melhor da viagem. Ele é um obá, um chefe, um mestre”.

Um ritual religioso marcou no dia 27 de março de 1994 o sepultamento de uma das figuras mais conhecidas da Bahia: Apio Patrocínio da Silva, o Camafeu de Oxossi. O enterro foi no Cemitério da Ordem Terceira do São Francisco, e contou com a presença de vários amigos e admiradores daquele que era uma das maiores autoridades do culto afro-brasileiro na Bahia. Camafeu ficou conhecido não só como proprietário de um dos mais famosos restaurantes de comidas típicas da Bahia, localizado no Mercado Modelo, como também pelo posto Obá de Xangô, que ocupava no Terreiro Ilê Axe Opô Afonjá. Era querido pelas principais mães-de-santo da Bahia e amigo de Dorival Caymmi, Jorge Amado e Gilberto Gil. Doente há muito tempo, Camafeu foi vencido por um câncer na garganta e faleceu no Hospital Aristides Maltez, aos 78 anos.


* Fonte: http://blogdogutemberg.blogspot.com/2007/02/camafeu-de-oxossi.html


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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Originais do Samba


Originais do Samba 1976 - Pra que tristeza

Mais um clássico do samba!

01 - Saudade e Flores (Adeílton Alves / Nilton Pereira de Castro)
02 - Samba do "Arnesto" (Adoniran Barbosa / Alocin)
03 - Cabeça Que Não Tem Juízo (Aloísio)
04 - Tragédia no Fundo do Mar (Assassinato do Camarão) (Zeré / Ibrain)
05 - Pra Que Tristeza (Delcio Carvalho)
06 - Mulata Faceira (Martinho da Vila)
07 - Boato (Carlos Geraldo / B. J. Aroldo / Netinho)
08 - Canto de Amor (Delcio Carvalho / Barbosa da Silva)
09 - Buchicho (Luis Carlos / Murilo Penha "Bidi")
10 - Complicação (Murilo Penha "Bidi" / Mussum / Luis Carlos)
11 - Quem Me Dera (Beto Scala / São Beto)
12 - Não Sei de Nada (Wando)



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Originais do Samba - Alegria de sambar (1975)


.

Originais do Samba
Alegria de sambar (1975)






01 - Confidências de um sambista (Neylda Leão - Silvio Modesto)
02 - Calango do Seo Tibúrcio (Edil Pacheco - Paulo Diniz)
03 - Pot-pourri de Benito di Paula:
Retalhos de cetim
Se não for amor
Charlie Brown
Quero ver você de perto
Além de tudo
04 - Velhos tempos (Franco Dilano)
05 - O bom do lugar (Cayon - Ângelo Antônio)
06 - É ouro só (Almir, Mussum)
07 - De álcool ou poesia (Beto Scala - São Beto)
08 - Cresça e apareça (Hélio Mariano)
09 - A dona do primeiro andar (Lucas - Luiz Carlos)
10 - Mexe-mexe (Otacilio - A.A.Souza)
11 - Os cabras de Lampião (Clayton)
12 - Vou tirar a roupa (Édson - Nazareno)
13 - Mulher ingrata (Jésus Rocha - César Costa Filho)
14 - As mariposas (Adoniran Barbosa)


download (mediafire)


Arranged by:
Wilson Mauro (9,12)
Messias St. J (1,2,6,11)
Ted Moreno (4,14)
Elcio Alvarez (3,5,13)
José Briamonte (7,8,10)

Originais do Samba:
Bidi - cuíca, voice
Chiquinho - ganzá, voice
Lelei - tamborim, voice
Mussum - reco-reco, voice
Rubão - surdo, voice
Bigode - pandeiro, voice
Zeca do Cavaco - cavaco, banjo
Sócrates - guitar
Rubinho Lima - percussion
Valtinho Tato - percussion
Gigi - reco-reco, tamborim

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tribo Massáhi (Raridade)

Tribo Massáhi - Estrelando Embaixador (1972)






















Faixas:
01. Timolô, Timodê (1 - Walk By Jungle, 2 - Fareua, 3 - Harmatan, 4 - Dandara)
02. Lido´s Square (1 - Pae João, 2 - Menina Da Janela, 3 - OAN, 4 - Madrugada Sem Lua
r)


DOWNLOAD!

Disco com apenas duas longas faixas em estilo jam, com quatro temas cada uma. Um misto de soul, ritmos latinos e africanos, com um clima lisérgico tão comum à época.

Quem tiver maiores informações, por favor, me mande.

Arquivos gentilmente cedidos por brnuggets.blogspot.com


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Grupo Cata Luzes

Viagem Cigana (1983)






















Faixas:
01. Maracujaba
02. Ilhas - Olhos
03. Cheiro da Terra
04. Cantata para os Plebeus
05. Dança dos Vivos
06. Um Direito que Assiste
07. Fardo d
e Léguas
08. Vida Cigana
09. Destino dos Retirantes
10. Festas da Xica



Até 1970 a música popular sergipana praticamente não existia. Não se produzia discos e ela se limitava a alguns intérpretes dos ritmos ouvidos em todo Brasil à época: boleros, chorinhos e muita música romântica e saudosista.

É no final da década de 70 e início dos anos 80, que começa a surgir um sentimento ufanista em Sergipe em relação à música. Desenvolve-se o conceito de música popular sergipana, que traz a idéia de uma música autêntica de Sergipe.

As décadas de 70 e 80 foram marcadas por grandes Festivais de Música no Brasil, valorizando a música popular brasileira e revelando grandes artistas. Sergipe também acompanhou este movimento, pois, além dos Festivais Nacionais, havia vários outros festivais regionais e estaduais dos quais os artistas participavam. Além disso, Sergipe também teve seus festivais, e um dos primeiros que entraram para a história foi o FMPS - Festival de Música Popular Sergipana, na década de 80, cujo primeiro vencedor foi o grupo Cata Luzes.

Intimista, a música popular sergipana surgiu nos anos 1980. Ufanista, a música produzida optou por temas sempre ligados à cultura, aos aspectos físicos e naturais do Estado, ou simplesmente, à situações ou pessoas do lugar, como pode ser notado em trabalhos do grupo Cata Luzes, além dos cantores Paulo Lobo, Lula Ribeiro e Irineu Fontes.

De acordo com o vocalista, compositor e violonista do grupo, Cláudio Miguel Menezes de Oliveira, o Cata Luzes possuía quatro integrantes, além dele também fazem parte do grupo os músicos: Antônio Amaral (letrista e percussionista), José Amaral (vocalista e percussionista) e Valdefrê (compositor, violonista e vocalista).

Conforme informou, antes do Cata Luzes existir, um grupo de músicos se reuniu para participar de festivais. “Somente em 1982 foi criado o Cata Luzes”, disse, ao acrescentar que a gravação do primeiro disco do grupo ocorreu em 1983, no Rio de Janeiro. Intitulado Viagem Cigana, o LP contou com a participação de Paulo Moura (maestro e arranjador), Jaques Morelenbaum, Joel Nascimento, Túlio Mourão, entre outros músicos.

Cláudio Miguel revelou que o estilo musical do Cata Luzes não é regional. “A única música nossa que tem traço regionalista é a Cheiro da Terra, que é considerado um baião estilizado”, comentou.

DOWNLOAD!

Texto adaptado dos sites Portal de Sergipe e Informe Sergipe

Agradecimentos mais do que especiais a Brazilian Nuggets, por fornecer os arquivos do disco.
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

J. Period, John Legend & The Roots – Wake Up! Radio


Mais uma mixtape sensacional do J. Period. O esquema é no formato de um programa de rádio com Black Thought como apresentador e Mc, acompanhado de John Legend, fazendo tributo a gênios da música soul como James Brown, Aretha Franklin, Nina Simone, Sam Cooke, Roy Ayers, Isaac Hayes e muitos outros. É uma continuação de “Wake Up!” lançado pelo cantor e banda em 2010. Mais aqui ainda juntam-se a eles vários mc’s lendários como Rakim, Q-Tip, Common, Posdnuos, Pete Rock & CL Smooth, além de nomes mais atuais como Kanye West, Blu, Nneka e K’naan. Remixes espetaculares com destaque pra “Dillanor Rigby”, (em cima do beat do J. Dilla que samplea “Eleanor Rigby”, dos Beatles, feito pro Guilty Simpson), Black Thought rimando em cima de “Walk On By” de Isaac Hayes, Common e Nina Simone em “Strange Fruit” e muitas outras. Pedrada do início ao fim!
Ouça alguns previews e faça o download da sua.

J. Period, John Legend & The Roots – Wake Up! Radio

01. Prologue: Inner City Blues feat. Black Thought & John Legend
02. Rise & Shine feat. Black Thought, Blu & John Legend
03. Wake Up! Radio (Interlude) feat. Black Thought
04. Hard Times (J.Period Remix) feat. Black Thought, John Legend & Dead Prez
05. Dolla Out A Dime (Interlude) feat. James Brown
06. In The Ghetto (Wake Up!) feat. Black Thought, Rakin & John Legend
07. Little Ghetto Boy (J.Period Remix) feat. Q-Tip, Black Thought, John Legend
08. We Love Roll Call (Interlude) feat. Nina Simone
09. Misunderstood feat. Common
10. Message In Our Music (Interlude) feat. Common & Mary J. Blige
11. Eleanor Ridgby (Interlude)
12. Dillanor Ridby (J.Period Remix) feat. Blu, Porn, Black Thought & John Legend
13. The Wake Up! Players Band (Interlude) feat. Questlove
14. Compared To What (Interlude) feat. Roberta Flack
15. Comapred To What (J.Period Remix) feat. John Legend
16. Pain & Inspiration (Interlude) feat. John Legend & Nina Simone
17. Strange Fruit (Remix) feat. Common, John Legend & Nina Simone
18. Who’s Gonna Take The Weight (Interlude)
19. Walk On (J.Period Remix) feat. Black Thought & Isaac Hayes
20. Could The Drumme Have Some (Interlude)
21. In The Park (J.Period Remix) feat. Black Thought
22. Our Generation (Interlude) feat. Ernie Hines
23. Our Generation (J.Period Remix) feat. John Legend, Pete Rock & CL Smooth
24. Give Me That Message (Interlude) feat. Sam Cooke
25. Hang On In There (J.Period Remix) feat. Black Thought & John Legend
26. The Love Doctor (Interlude) feat. Jimmy Fallon
27. Love The Way It Should Be (J.Period Remix) feat. Nneka
28. Hey Love (Interlude) feat. Posdnuos, Jimmy Fallon, Kanye West & K’Naan
29. Ease My Troubling Min (Interlude) feat. Sam Cooke
30. People Get Ready (J.Period Remix) feat. Aretha Franklin
31. Wake Up! Radio Sign-Off (Outtro)
32. Epilogue Wake Up, Everybody! feat. Mayda Del Valle


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